Riscos Mecânicos estão relacionados por uma ação ou objeto, uma batida, uma queda, um movimento pode ocasionar acidentes e acarretar algum dano à saúde e integridade física dos trabalhadores.

    Segundo estudos demonstrados no trabalho de Mendes (2001), problemas com equipamentos mecânicos são motivo de acidentes traumáticos ocasionando fatalidade, ou minimamente fraturas e/ou amputações. A falta de manutenção da máquina, de equipamentos de proteção e de treinamento para manipular equipamentos representam os principais motivos desencadeadores dos problemas. Máquinas como serras, cilindros, calandras, guilhotina, máquinas para madeira ou de costura, e algumas consideradas inespecíficas, estão nas listas das mais perigosas.

 

O que é a EN388 (Riscos Mecânicos)?

    Devido às mãos serem tão suscetíveis a acidentes de trabalho, os testes de aprovação são imprescindíveis. É sobre isso que trata a EN 388, implementada em 2003 e revisada em 2016, de acordo com tendências já observadas na Europa e nos Estados Unidos.

    A partir de 2016, novos testes mais precisos e de maior qualidade estão sendo feitos, máquinas especializadas, lâminas exclusivas para cada tipo de luvas, ocasionando assim um risco menor de falhas e precisão nos resultados obtidos. 

    Essa norma serve, sobretudo, para garantir que os riscos às mãos, o qual é submetido os trabalhadores, sejam evitados ou minimizados. Na revisão, a mudança mais significativa foi a inclusão do método ISO 13997, também conhecido como teste TDM 100.

 

Testes realizados para definir a usabilidade das Luvas de Segurança:

•          teste de resistência à abrasão: escala de 0 a 4 (em número de ciclos);

•          teste de resistência a corte: escala de 0 a 5 (em índice);

•          teste de resistência a rasgo: escala de 0 a 4 (em newtons);

•          teste de resistência à perfuração: escala de 0 a 4 (em newtons).

Veja os principais tipos de riscos mecânicos:

    Exemplos de Luvas Segurança utilizadas na atividade de corte manual de cana-de-açúcar.

Riscos a Abrasão:

    Durante a atividade do corte de cana-de-açúcar, o trabalhador está exposto ao contato com materiais abrasivos, tais como a palha da cana. O ato de pegar, juntar e soltar a cana, manusear e amolar o facão e realizar outras atividades incorre em abrasão da luva contra outros materiais. A resistência à abrasão na face palmar, incluindo palma e dedos, da luva em contato com a cana e da luva do facão deverá apresentar nível de desempenho mínimo de 2 (dois).

Riscos ao Corte:

    Os materiais da palma e do dorso da luva da cana devem apresentar proteção mínima contra eventual corte por farpas da cana, arame, pedaços de madeira, e também pelo contato com a palha da cana ou o contato com animais peçonhentos. Os materiais da palma da mão deverão apresentar nível de desempenho mínimo de 2 (dois). O requisito de corte, conforme citado neste Regulamento e baseado na norma EN 388:2003, não deve ser relacionado com o uso do facão, que pode provocar um corte por impacto.

Riscos ao Rasgamento:

    A atividade de corte de cana-de-açúcar exige contato mecânico com pedaços de pau, pedras, animais peçonhentos e outros materiais que podem provocar um rasgo inicial na luva de proteção. O material da luva deverá resistir à propagação dessas fissuras, impedindo o rasgamento da luva. Os materiais da face palmar da mão da cana e da mão do facão, devem apresentar nível de desempenho mínimo de 3 (três).

Riscos à Perfuração:

    O corte da cana-de-açúcar exige também contato mecânico com pontas de cascas de cana, pedaços de pau, pedras pontiagudas, animais peçonhentos e outros materiais que podem provocar perfuração da luva de proteção. Os materiais da face palmar da mão da cana, deverá apresentar nível de desempenho mínimo de 3 (três), para resistir a penetração destes elementos.

Deslizamento do Facão:

    O corte de cana exige que a ferramenta utilizada, o facão, seja firmemente segurada pela mão, de tal forma a permitir que a força do cortador seja totalmente aplicada no corte da cana. A luva de proteção deverá proporcionar firmeza suficiente para que o facão não escorregue ou deslize da mão. A luva deve apresentar coeficiente de atrito estático com valor mínimo de 0,9 (nove décimos).

 

Exemplo de alguns tipos de luvas:

Luvas Resistentes ao Corte: Proteção a produtos secos, sob temperatura ambiente, que possam causar corte nas mãos.

Luva de Malha: Resistem à riscos de abrasão e contato com farpas de madeiras e outros. Quando são de malha de algodão, proporcionam excelente conforto térmico pois, o algodão tende a absorver o suor das mãos.

Luva de PVC: Proporciona boa resistência contra muitos ácidos, cáusticos, bases álcoois e ainda resiste a abrasão.

Luva de Vaqueta e Raspa de Couro: São excelente para resistência à abrasão e por ser couro, possui boa resistência nas atividades de solda. Para atividades onde não exija muita maleabilidade, estão entre as favoritas.

Luva para Alta Performance: São luvas com características específicas e, normalmente, com finalidades especiais, como: Maior resistência à corte, maior resistência à impacto, maior resistência à perfuração e outros.